Líderes Ágeis: 3 dicas para desenvolver mindset de crescimento no Agile

Líderes Ágeis: 3 dicas para desenvolver mindset de crescimento no Agile

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Os métodos ágeis têm como principal objetivo acelerar a inovação dentro das organizações. Uma das metodologias mais conhecidas é o Scrum onde os projetos são divididos geralmente em ciclos mensais: para isso é necessário olhar o “sprint” (etapa do projeto) em um período entre três a quatro semanas para entrega de cada uma das fases do projeto.

Para os sprints funcionarem de maneira adequada é importante ter uma lista com as funcionalidades e principais pontos a serem desenvolvidos no projeto conhecido com Product Backlog. No começo de cada um dos sprints é realizado uma reunião de planejamento (Sprint Planning Meeting) com o “PO” (Product Owner), Srcum Master (facilitador e “coach” do processo) e com todo o time dedicado ao projeto (Scrum Team ou Squads).

Um dos aspectos mais interessantes, na minha visão, desta metodologia é a objetividade e oportunidade quase em tempo real de lições aprendidas e “ajustes de rotas” caso seja necessário. Isso ocorre por meio da Daily Scrum, uma reunião que leva em torno de quinze minutos e é feita no início de todos os dias com toda a equipe para identificar como está o projeto, o que foi bem e o que pode ser melhorado com base no(s) último(s) dia(s). Todos podem trazer suas percepções de forma pontual e assertiva.

Um desafio que tenho notado em diversas empresas não é apenas formar pessoas para serem Scrum Master, nem criar os “squads” e os espaços físicos para isso (com times multifuncionais, post its e flipcharts); tampouco implementar a metodologia, em geral fazendo um piloto para posteriormente ampliar gradualmente a quantidade de times atuando neste novo formato. Claro que isso representa um grande desafio, principalmente na reformulação de processos, incremento e adoção de novas ferramentas. Entretanto, o que tenho ouvido e constatado de clientes que adotaram as metodologias ágeis está na mudança de mindset, principalmente dos líderes (não apenas dos líderes dos projetos, mas também dos gestores e gestoras).

Para contribuir com este novo cenário e lidar com eventuais adversidades na utilização do “Agile”, compartilho três dicas que podem ajudar líderes a desenvolverem um midset de crescimento para incorporar esta metodologia na prática do dia a dia:
1ª) Colaboração: Um dos pontos mais importantes, se não o principal, é a liderança fomentar a colaboração e integrar os diferentes olhares e expertises dos squads. Para isso, é interessante que o líder tenha um papel de mediador, conectando as (diferentes) perspectivas de cada pessoa e fazendo o time alcançar alto desempenho por meio da criação conjunta unindo todas as competências individuais de forma a potencializar o coletivo.

 

2ª) Tolerância ao erro: O líder (ou a organização) que “pune” o erro dificilmente terá espaço para inovação e para o agile ser de fato adotado e utilizado de forma contínua. Pensar na ideia de “protótipo”, “mínimo produto/serviço viável” e “errar rápido e consertar mais rápido ainda” pode ajudar a lidar melhor com o erro. Este erro deve ser “calculado”, porém é afastada uma necessidade de ter o “controle” de qual será o resultado. Por meio da experimentação e do contato com clientes, as inovações e soluções podem emergir de forma bastante poderosa.

 

3ª) Empowerment: Autonomia e confiança nas pessoas que fazem parte do time (squad). Provavelmente existirão pessoas com níveis de prontidão e competências diferente na equipe e será importante que o líder perceba isso e desenvolva as pessoas, pois a autonomia será a consequência da preparação e formação de todos do time. Principalmente no início é de fundamental importância que a liderança dê autonomia e ao mesmo tempo esteja próximo para orientar e direcionar os indivíduos quando for necessário. Contudo, se os gestores e gestoras não derem liberdade para as pessoas podem acabar abafando o crescimento das pessoas e do time, onde muitas vezes o líder é a pessoa que tem a palavra final e acaba sendo uma “muleta” para as pessoas. Um dos possíveis efeitos disso é que as pessoas podem não se engajar e caso algo dê errado geralmente dizem: “fiz o que meu líder falou para eu fazer…”

 

Espero que estas dicas contribuam para o sucesso de líderes e times nas metodologias ágeis!

 

Fabrício César Bastos |Eu ajudo líderes e colaboradores individuais a melhorarem sua performance profissional por meio de treinamentos nas áreas de liderança, gestão e estratégia|

[email protected]

www.flowan.com.br

 

 

 

 

 

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