3 Tendências que indicam que você está preparado para o futuro

3 Tendências que indicam que você está preparado para o futuro

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Tenho assistido poucas séries no momento, mas uma que gosto muito é “Billions”. Nela existe uma “disputa” pessoal entre os dois atores principais: Chuck Rhoades e Bobby Axerold. O primeiro exerce o papel de um Procurador da República e o segundo um gestor de um fundo bilionário de investimento. Mas como o objetivo deste post não é falar de forma detalhada sobre séries, porque comecei escrevendo sobre isso? Por causa do 3º episódio da 3ª temporada (“A Generation Too Late”, recomendo). Neste capítulo Axerold decide seguir a sugestão da CEO da empresa dele para contratar pessoas que entendem muito de estatística para focar na “estatística de desempenho” (como também apresentado no filme “Moneyball: o homem que mudou o jogo”).  Uma das reações dos colaboradores atuais da empresa de Axerold é de insegurança, reatividade e ansiedade pela possibilidade de “perder” o emprego para alguém que utilize e entenda de Sistemas & Números de forma que eles não conhecem. Também existe um contexto que apresenta de forma mais leve e não tão direta o papel da Inteligência Artificial e a grande preocupação das pessoas por serem substituídas por máquinas.

Isto meu chamou a atenção, pois na mesma semana havia lido duas reportagens que de uma certa forma estão conectadas com isso e com mudanças e futuro: “Busca por estilo de vida mais saudável pressiona indústria de alimentos no país” (Estado de S. Paulo, 08/04/2018) e “O futuro é saudável” (Revista Exame, 04/04/2018).

A reportagem do Estado de S. Paulo apresenta um estudo da Euromonitor que indica uma previsão para 2022, onde o consumo de refrigerantes no mercado brasileiro estará 20,3% abaixo do que em 2012. Já a demanda por chicletes terá uma queda esperada de 20,9% e a categoria geral de doces deverá recuar 19,6%. Ao analisar estes dados o que será que está passando na cabeça dos executivos de empresas que estão neste segmento como Coca-Cola, Pepsico, Unilever, Ambev, Nestlé dentre outras?

Já o entrevistado da Exame é Paul Bulcke, presidente do conselho de administração da Nestlé. Geralmente quando ouvimos falar da empresa é normal pensarmos em chocolate, correto? Talvez no passado… Em janeiro deste ano (2018) a divisão de chocolates e confeitos dos Estados Unidos (que estava estagnada) foi vendida à italiana Ferrero. Isto não significa que a Nestlé venderá todas as operações e marcas do segmento (a Kit Kat isoladamente fatura mais de 1 bilhão de dólares), só que isso mostra que mudanças estão acontecendo e empresas e profissionais deverão se preparar para elas se quiserem continuar no mercado. No caso da Nestlé o foco tem sido a intenção de mudar até 10% do portfólio, diminuição global no volume de açúcar e sódio nos seus produtos e olhar cada vez mais para “alimentação saudável” e produtos orgânicos.

Com base nos contextos apresentados anteriormente, existem 3 tendências que impactarão o mundo do trabalho. São elas:

 

  1. Reskilling: o reskilling está vinculado com a capacidade frequente de adquirir novas competências. Com a Inteligência Artificial cada vez mais presente, novas tecnologias e possibilidade de atuação de profissionais em escala global de forma virtual ou por outras plataformas, pessoas e empresas precisarão se “reinventar” constantemente. Isto significa, estudar e adquirir novas habilidades ao longo da vida (o famoso Lifelong Learning).

 

  1. Ter o foco NO e DO cliente: ter o foco NO cliente significa identificar quais são as mudanças de comportamentos que o público que você atende (dentro ou fora de uma empresa) está demonstrando e como você, enquanto profissional ou organização, está entendendo e atendendo as dores deles. Foco DO cliente é de fato criar empatia (um dos pilares do Design Thinking) e compreender realmente o que está “tirando o sono” das pessoas. Para isso não basta se colocar no lugar do cliente, precisamos ter uma experiência como se fôssemos o próprio cliente. Não é por acaso que vários empreendedores ao terem alguma dificuldade acabam criando uma empresa ou produto/serviço. Eles vivenciaram, precisavam de algo e não foram bem atendidos e analisaram que como eles outras pessoas podiam precisar daquilo.

 

  1. Antecipar as mudanças: a preparação para o futuro não começa amanhã, mas sim no presente. Existe alguns movimentos (exemplo: transformação de cultura para organizações e aquisição de um outro idioma por parte dos profissionais) que leva tempo e se deixarmos para “a semana que vem” pode ser tarde demais. Procure ler livros que relatam o futuro do mercado de trabalho, navegue por sites que mostrem indicações das mudanças que estão acontecendo e, ao mesmo tempo, tenha um trabalho de autoconhecimento para saber quais são os seus pontos fortes, aqueles que você pode melhorar e principalmente o seu “portfólio” de conhecimentos e competências que poderão ser utilizados dentro de uma empresa ou em um projeto pessoal. Considere a possibilidade de fazer uma transição de carreira e, principalmente, o que será necessário para que isso aconteça.

Como diria o guru Peter Drucker: “A melhor forma de prever o futuro é cria-lo”

 

Fabrício César Bastos |Eu ajudo líderes e colaboradores individuais a melhorarem sua performance profissional por meio de treinamentos nas áreas de liderança, gestão e estratégia|

[email protected]

www.flowan.com.br

 

 

 

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