4 Segredos que aprendi sobre a mudança

4 Segredos que aprendi sobre a mudança

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Falar sobre a mudança é um assunto que gosto muito, pois por meio dela enxergo novas possibilidades. Oportunidades de fazermos diferente, de alcançarmos o que queremos, de criar algo novo. Ao mesmo tempo, geralmente precisamos lidar com resistências (nossas e de outras pessoas), aprender e renovar o que já sabemos e, muitas vezes, deixar de realizar as coisas como estamos acostumados. Ufa! Apesar da minha motivação com o assunto confesso que é uma tarefa por vezes complexa.

Vejo o meu trabalho como consultor, coach e professor sendo efetivo quando ajudo as pessoas a alcançarem seus objetivos, elevar seus desempenhos e serem mais felizes. Na minha experiência percebi que na maioria das vezes isso acontece quando ocorre alguma mudança, seja ela de comportamento, de hábitos, da forma de pensar e principalmente na maneira de agir.

Fazer a facilitação de um treinamento, de um processo de mudança e até o desenvolvimento de time é desafiante, mas é algo que me completa porque vejo nisso a ponte para o movimento das pessoas e organizações buscarem o novo lugar que querem ocupar e que talvez não seja mais onde estão.

A grande questão que surgiu recentemente para mim é quando nos deparamos não na intervenção para fazer a mudança acontecer e sim quando vivenciamos a mudança. Como mudarei de apartamento em breve, nos últimos dias estive guardando minhas coisas em caixas (muitas caixas!) e durante isso reflexões inevitáveis surgiram: Preciso de tudo o que tenho? O que de fato é necessário e o que posso abrir mão? Será que posso me desapegar de algumas coisas agora para ter menos caixas na mudança?

Mesmo pesquisando e trabalhando com esse tema quando me vi neste momento de mudança (no sentido mais literal da palavra) senti o quanto é difícil me “desgrudar” dos livros que tenho. E são alguns…A mente é inteligente nas justificativas e quase que automaticamente me peguei pensando: “eu preciso deles, pois faz parte do meu trabalho”; “ainda não li todos, mas um dia lerei”; “nunca se sabe quando precisarei deste livro, apesar de ainda não ter precisado” dentre tantas outras.

Ainda que a temática que mencionei esteja relacionada a livros, creio que isso se aplica perfeitamente a situações que envolvem mudanças. Praticamente em todos os contextos com diferentes perspectivas.

Os livros não são o único ponto. A expectativa de como será morar em um outro local, os caminhos que terei que aprender, novas pessoas que me relacionarei e tudo que será diferente de como é hoje. Dessa contemplação uma nova reflexão: como lidamos com expectativas antes e durante a mudança (porque depois da mudança será constatação). O que é esperado e o que de fato acontece em alguns casos não é o real, especialmente quando as expectativas não contemplam que parte dessa mudança depende também da gente. Posso mudar de casa, de cidade, estado e até de país e ter quase a mesma vida de antes. A mudança por si só não acontece sem que as pessoas, os grupos e as organizações igualmente sejam parte e criem a mudança como um processo.

Aqui entra a forma como imaginamos que será a mudança e é importante observarmos as variáveis internas e externas que estão presentes. As primeiras ficam nas nossas mãos enquanto as últimas não. Estar consciente do que EU posso e devo fazer é fundamental, pois nos orienta para sairmos de onde estamos e chegar aonde queremos. Por outro lado, é essencial estar aberto ao fluxo que não controlamos porque possivelmente ocorra (e geralmente ocorre) fatos que não imaginamos anteriormente. Neste momento quatro segredos sobre a mudança que são “óbvios”, mas nem tanto, surgem (usarei como metáfora meu momento): o caminhão, o motorista, o mapa e o novo destino.

O caminhão será o veículo que transportará minhas “caixas”. Preciso pensar quais caixas quero levar na mudança (porque são realmente importantes) e quais deixarei para trás que não me ajudam mais ou não terão utilidade no contexto que se apresentará. O motorista será a pessoa que conduzira o caminhão e portanto levará as “caixas importantes” para o local que irei morar. Se ele não tiver o treinamento necessário, a habilitação para dirigir um caminhão e não souber chegar no lugar o caminhão ficará parado no mesmo local atual. O mapa será a estratégia para chegar na moradia  futura. Dependendo do caminho que ele fizer o trajeto poderá ser mais rápido ou mais devagar, mais longo ou mais curto. Isso pode impactar positivamente ou negativamente nosso objetivo de fazer a mudança acontecer. Quando isso acontece em outras esferas de nossas vidas pode ser um momento onde não prosseguimos na mudança. E, por fim, o destino! Ah, o destino, o novo território onde tudo será possível e uma nova jornada terá início. É importante sabermos aonde queremos chegar, pois pode ser que façamos várias coisas e bastante movimento, porém sem necessariamente alcançar o que queremos. Ter clareza de qual é o destino é fundamental. Algumas pessoas me perguntaram: “Hey, e as pessoas que levarão as caixas, os móveis e tudo mais para o caminhão? Você se esqueceu delas”? Não, não me esqueci. Caso não tivermos um suporte que seja um canal intermediário entre cada passo que daremos a motivação pode acabar. Imagina se as pessoas deixaram uma mesa de vidro cair durante a mudança ou algum móvel chegar danificado…Precisamos identificar e comemorar os “pequenos” passos que fazemos, pois eles nos darão força para seguirmos adiante na mudança e no desenvolvimento. Não havia mencionado eles anteriormente por relacionar que eles são a parte humana do transporte (e o caminhão seria a “tecnologia/sistema).

Reflexão final:  Você sabe para aonde deseja ir? Quem ou o que pode ajudar você a chegar lá? Que novas competências, conhecimentos e hábitos são necessários desenvolver para que isso ocorra? Como e quais técnicas e metodologias podem nos ajudar durante essa jornada?

Pronto para a mudança? Para Stephen Hawking  a “Inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança”. Preparado/preparada para usar a inteligência racional, emocional, corporal e espiritual na mudança?

Boa semana,

Fabrício César Bastos.

 

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